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PERSONALIDADE ::.. 
A principal característica do Bullmastiff é seu temperamento equilibrado e dócil. Alguns registros descrevem até o Bullmastiff como um "cão de colo aprisionado num corpo enorme", mas isso não desmerece sua aptidão natural para a função para a qual foi desenvolvido, ou seja, para ser um guarda noturno eficiente e silencioso, que não costuma latir à toa e na função de guarda o silêncio de sua aproximação é sua principal arma para conter um invasor. Apesar de ser um cão grande, que chega a pesar 60 quilos na idade adulta, não é um cão que esteja em atividade constante e que possa ser deixado apenas no quintal. Normalmente passeios e caminhadas de 1 hora duas vezes por dia são suficientes para que ele mantenha-se em forma. Para manter seu temperamento equilibrado, o Bullmastiff requer a companhia da família e não costuma suportar bem longos períodos de solidão. 

 

Podem ser excelentes companhias para crianças, uma vez que são muito resistentes e aguentam bastante bem mesmo as brincadeiras mais abrutalhadas das crianças. Apesar disso, deve-se tomar muito cuidado porque apesar de serem extremamente tolerantes, são cães pesados e podem machucar sem querer durante uma brincadeira mais forte. Por ser um cão de território, a convivência com outros animais deve ser iniciada desde muito cedo, e entre cães do mesmo sexo deve ser promovida com extremo cuidado, especialmente entre os machos.

CARA DE MAU ::.. 
A intenção ao desenvolver a raça era ter um cão de guarda que protegesse as reservas de caça da ação dos ladrões noturnos, os quais seriam depois de pegos, enforcados em praça pública. Diferente, portanto, dos cães pastores ou boiadeiros, depois aproveitados como guardiões. Por essa razão, o Bullmastiff tem muito definidas as características essenciais para realizar o serviço. Seu primeiro forte aliado é a intimidação que provoca nas pessoas. Corpulento, forte, autoconfiante e com uma enorme cara de mau, impõe respeito. A cara de mau vem da expressão penetrante, de cão bravo, provocada pelas rugas da face, por um sulco pronunciado entre os olhos e uma máscara negra envolvendo o rosto e ilhando os olhos. Tais detalhes lhe conferem uma aparência de mais violento do que a realidade. Um Bullmastiff típico deve ser confiável. "Não ataca sem motivo e quando o faz, procura encurralar ou manter a pessoa imobilizada, até o dono chegar. Usa não só os dentes para segurar, mas o peso do seu corpo, a massa muscular e as patas para derrubar no ataque", explica o adestrador Carlos Rangel, de São Paulo - SP.

REAÇÃO EXATA ::.. 
Na sua função inicial, os invasores das reservas de caça não podiam ser dilacerados ou mortos pelo cão. O presidente da The Bullmastiff Association e criador da raça há 27 anos, no Texas- EUA, Peter Aczel, comenta que o Bullmastiff nunca faz o que os americanos chamam de over-react. Isto é, a sua reação jamais é maior do que o necessário. Relembra que um amigo foi salvo pelo cão, quando um louco segurando um taco de beisebol tentou atingi-lo. "No momento que ia golpear, o cão pulou e segurou o braço do agressor". Para imobilizar com eficiência uma pessoa, com a boca, o cão precisa de uma mordedura potente que "segure" com firmeza. No Bullmastiff, essa qualidade é dada pela maior área de apreensão da boca, favorecida pelo focinho amplo e por um ligeiro prognatismo (dentes incisivos inferiores ultrapassam os superiores) que possibilitam "segurar" com grande força. Outro fator importante é ter estabilidade no solo, como se fosse um bate-estaca, muito firme, difícil de ser derrubado. Para tanto, o Bullmastiff tem um corpo musculoso e bem largo, aumentado a área de apoio. Conta com uma audição apurada para localizar com precisão os invasores, principalmente à noite e uma boa acuidade visual. Já o faro não é tão desenvolvido. Segundo José Peduti Neto, professor de anatomia veterinária, a causa é o focinho pequeno que diminui a extensão da mucosa receptora das partículas de odor. Já para Hilda Drumond, diretora cinotécnica da ACB, a redução da percepção dos cheiros se deve à testa alta, que dificulta a chegada dessas partículas ao nervo olfativo. Precisava também ser silencioso. Agir furtivamente para pegar o ladrão de surpresa. Por isso, dificilmente late - só quando há perigo iminente ou invasão do seu território. A raça não gosta de estranhos. Fica desconfiada na presença deles, mas não ataca, principalmente se estiver acompanhada do dono. O ataque se restringe apenas às áreas do seu domínio.

UM GRUDE ::.. 
Com os donos, a raça é muito dócil e apegada. Precisa da companhia e do contato com os proprietários para se sentir feliz e desempenhar bem a função de guarda. Do contrário, torna-se arredia e desmotivada. Não serve para viver isolada num fundo de quintal. O Bullmastiff faz qualquer negócio para ficar perto dos que ama. "Se deixarmos, deitam até no colo da gente, mas não têm noção do seu tamanho. Expansivos, demostram sua paixão pelos donos, efusivamente. Com crianças, a raça é muito paciente, protetora e brincalhona, mas não tem noção de seu peso e tamanho. Portanto, os pequenos, abaixo de cerca de 9 anos, que não agüentariam o tranco desse peso-pesado, não devem ficar sozinhos com ele. Nunca atacará, mas pode derrubar, dar uma patada, provocando acidente. Isto é mais freqüente quando os cães passam muito tempo presos - ficam agitados demais. Para se dar bem com qualquer bicho ou até com outro da sua raça (especialmente do mesmo sexo) deve conviver com ele desde jovem.

VIGIA NOTURNO ::.. 
O Bullmastiff foi desenvolvido por volta de 1860, na Inglaterra, para proteger os campos de caça dos ladrões, principalmente à noite. As raças usadas na sua formação foram o Mastife e o Buldogue, que não tinham as características desejadas para tal função. O Mastife era muito lento e não agressivo o bastante. O Buldogue da época era agressivo demais porém pequeno. Com a participação de Samuel E. Moseley, de Staffordshire, na Inglaterra, chegou-se à fórmula definitiva: 60% de Mastiff e 40% de Buldogue. O seu nome original era Gamekeeper's Night Dog, que significa "cão vigia de caça noturno". Os primeiros Bullmastiffs foram apresentados na exposição do Crystal Palace, em Londres, no ano de 1871. O reconhecimento do The Kennel Club só veio em 1924. O do AKC, em 1933.

 

TODO ESTILO ::.. 
Recebendo a atenção dos donos, esta raça se adapta a qualquer estilo de vida. Desde a viver num ambiente pequeno ou grande, como a acompanhar um idoso a ver TV ou até fazer esportes junto ao dono. O único senão é que até os dois anos ele gosta de destruir as coisas, mordendo e roendo. Depois, a coisa acalma e praticamente ele deixa de fazer arte. Torna-se mais cuidadoso, embora seu tamanho e peso sejam sempre uma ameaça. Inteligente, aprende tudo muito rápido. A raça vai bem em pequenos ambientes desde que seja levada para passear por 30 minutos diários. As unhas devem estar sempre aparadas para evitar que machuquem as pessoas. Os banhos podem ser mensais e a escovação semanal, com luva de borracha e escova. Inspeção semanal nas orelhas e limpeza se estiverem sujas, para evitar possíveis infecções. A escolha de um cão desses deve ser feita, preferencialmente, aos 60 dias de vida, época em que já é um réplica do adulto. Depois disso, ficam desengonçados. Observe também se a cabeça é grande e a linha superior, firme (force suavemente para baixo com a mão). O juiz brasileiro, de todas as raças, Werner Degenhardt, acha que os nossos Bullmastiffs ainda têm a cabeça muito leve, " o que pode provocar um eventual prognatismo maior" (deve ser pequeno, segundo o padrão da raça). Determinadas linhas de sangue apresentam alergias na pele, sendo as pulgas a principal causa. A raça, como a maioria dos molossos, tem propensão ao câncer, principalmente no sistema linfático. O tratamento é feito com quimioterapia. Ocorre também com certa freqüência a displasia (alteração na articulação do fêmur no osso da bacia). Evite acasalar os exemplares portadores desse mal genético. A raça vive em média 9 anos. Quando nascem, recomenda-se vigiar os filhotes com atenção especial. Lembre-se: a raça não tem noção do seu peso e tamanho. Qualquer distração e a mãe pode esmagar a cria involuntariamente.